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O futuro da energia nuclear no Brasil e no mundo após o acidente de Fukushima é tema de palestra durante o 4º. Energycon 25/10/2011

 


O acidente nuclear na usina atômica de Fukushima, ocorrido em março no Japão, fez desacelerar ou praticamente enterrou os programas nucleares em vários países. Só para citar como exemplo, no mês de junho deste ano, poucos tempo após o episódio, o Governo alemão aprovou projetos de lei elaborados com o objetivo de acabar com a energia nuclear na Alemanha até 2022 e apostar em fontes de energia renováveis. Neste ano já foram fechados os primeiros oito reatores nucleares e a previsão é de que os nove restantes sejam desativados de maneira gradual. O Governo italiano também aprovou uma lei que suspende temporariamente a construção de usinas e prevê a realização de um plebiscito. Os juízes da Corte de Cassação foram chamados para decidir sobre a medida, e concluíram que o fato de uma lei ter suspendido temporariamente a construção de novas usinas nucleares no país não impede o referendo; consideraram que a suspensão temporária da lei sobre novas usinas não significa que o governo tenha desistido dos planos, mas apenas adiado.

                Aqui no Brasil, o acidente de Fukushima se não enterrou os projetos de construção de novas usinas, pelo menos jogou uma ducha de água fria sobre os planos governamentais nessa área. Em Pernambuco, por exemplo, os estudos das áreas destinadas à implantação de uma usina já estavam avançados, com a divulgação do Município de Itacuruba como o mais propenso e com área adequada para receber o empreendimento. Mas, ao que tudo indica, esses estudos se não foram suspendidos, pelo menos perderam a velocidade nos desdobramentos. Apesar disso, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, defendeu no dia 15 de setembro, a expansão do programa nuclear brasileiro. Segundo ele, apesar do acidente ocorrido em março com a Usina de Fukushima, que chamou a atenção da sociedade mundial para a segurança dos reatores, o Brasil vai ampliar a exploração dessa fonte energética. ”A despeito dos recentes episódios no Japão, o Brasil mantém a sua política de expansão do programa nuclear. Temos duas usinas funcionando, estamos construindo a terceira e temos projetos de construir mais quatro. Temos ainda a possibilidade de construir outras em território nacional”, afirmou Lobão. O ministro disse, no entanto, que o governo ainda não definiu os locais onde essas novas usinas serão construídas. Lobão também destacou que o sistema de segurança das usinas nucleares brasileiras é diferente do de Fukushima e disse que um estudo encomendado pelo ministério à Empresa de Pesquisa Energética e à Eletronuclear confirmou sua confiabilidade e eficiência. Ele citou o exemplo da China, que está construindo 28 reatores nucleares e tem projeto para construir mais 100 nos próximos 40 anos.

            Durante a realização do IV ENERGYCON – 4º. Congresso de Direito da Energia, estará presente o assessor da Presidência da Eletronuclear, Carlos Henrique Mariz, que abordará essas questões, com palestra sobre o tema “O esgotamento dos recursos hidrelétricos e a energia nuclear no Brasil”, no dia 27 de novembro (próxima quinta-feira), às 19:30h. Mariz é também professor da UFPE, com especialização na França na área de automação e sistemas de controle (Universidade de Toulouse) e Mestre em Engenharia de Sistema de Computação (COPE/UFRJ).

            Maiores informações sobre o 4º. ENERGYCON podem ser obtidas através do telefone (81)34125156 (à tarde) ou no site: www.imp.org.br/energycon4

 

 
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